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No dia de mais um aniversário da Kultura Hip Hop (12 de Novembro de 2017), a Universidade Hip Hop participou da apresentação do álbum Walendhe de Wyma Nayobe no Bar da Musica em Cacuaco.
 
O evento foi aberto pelo Wyma Nayobe que explicou o conceito do Álbum cujo o título Walendhe foi adoptado de uma bebida caseira produzida na zona Sul cujas características assemelham-se aos do Álbum. A bebida Walende é oriunda do Sul de Angola (assim como Wyma que é natural de Benguela), é produzida com baixo custo (tal como álbum que as produções e captações foram conseguidas a custo zero “ofertas”), a bebida é transparente (o álbum não possui complexidade para entendimento das abordagens nos diferentes temas) a bebida é consumida geralmente por pessoas com um baixo poder financeiro e que encontram nela refúgio/coragem para enfrentar as dificuldades que a vida apresenta.
  
 
Participaram da festa Emecees de diferentes gerações mas a abertura musical foi da responsabilidade da nova geração, onde o Dy-Black um nome pouco conhecido entre os presentes mas que recebeu aplausos quer pelos temas abordados, assim como pela sua performance em palco, seguido pelo Syra P e o Moai Thay também da nova geração, a terceira performance continha Acção, Reacção e Equilíbrio e foi da 3.ª Divisão com as abordagens que lhes é característica onde destacamos uma versão nacional do Fuck the Police com críticas directas a forma como a Policia Nacional age nas suas diferentes actuações nos bairros de Luanda, seguida pelo representante do Hip Hop na Caop. A “Águas Turvas” esteve representada pelo WK e o Viruxz (A pesthe) com 2 temas cada, WK mostrou-se entristecido com o Movimento Hip Hop Nacional na sua música Decepção e o Viruxz apresentou um tema que ja é uma referência sua (Eu vi o Homem). De Benguela tivemos a participação do Grande Velhão com uma das performances mais aplaudidas do dia, seguido pelo Bitó com o seu apelo para deixarem o seu Cabelo crescer, uma crítica para as pessoas e instituições que associam o cabelo ao carácter das pessoas, depois subiram ao palco dois nomes da velha geração (Leo Mc e Prof Samu), Kenia Imorthal marcou a presença feminina do evento, tivemos ainda Hip Hop das Antenas e o Epicentro Ideológico e terminou-se as apresentações dos convidados com o Projecto também da velha escola Perspicuidade.

   
Wyma Nayobe começou a apresentação do Álbum da forma mais calma possível, com um tema muito actual na nossa sociedade (o abuso sexual de menores por familiares próximos e muitas vezes responsáveis pela protecçãoe educação destes). As apresentações seguiram com a transparência e objectividade que caracteriza o Walendhe variando as participações e background de algumas pessoas que têm acompanhado de perto os ensaios e as gravações.
Wyma Nayobe dedicou tempo da sua apresentação para pedir uma salva de palmas para aquelas pessoas que deram as suas contribuições ao Mopvimento Hip Hop mas que actualmente ja não fazem parte do mundo dos vivos, citando nomes dos mais antigos ao mais recentes.
Como não podia deixar de ser, a Palmatória Humana chamou ao palco o seu companheiro de longa data Nganga Wa Mbote e tivemos um show da Ala Este dentro do show Walendhe. Ala Este que nos transportaram para os finais da década de 90 com a abordagem de Angola Profunda e o Hip Hop não é isso que tu pensas que apesar de beats actualizados manteve-se o papo recto de um dos primeiros grupos de Rap Nacional com abordagens politico sociais.

 

      
Assim foi a celebração do 43.º aniversário da Kultura Hip Hop no Bar da Música em Cacuaco. Um forte abraço para todos que participaram da festa e nos mantemos com as orientações primárias…
A busca pelo Amor, Paz, União e Diversão com responsabilidade.
Universidade Hip Hop!
Conhecimento é Poder!

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