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Definido como o estudo e aplicação da Street Calligraphy Art e Handwriting é considerado o elemento de artes plásticas da Kultura Hip Hop, feita através da representação em murais de letras e desenhos trabalhados com contornos próprios que variam de acordo a cada estilo e a forma como é feita que pode variar entre o Bombing e o Tagging, tem como principal ferramenta de trabalho as latas de tintas em Spray.

Os seus praticantes são chamados de Writers, Bombers, Graffiti Writers ou Aerosol Artists. A sua origem remontam a Kemeth o Egipto Antigo, associado aos hieroglíficos (escritas usadas pelos egípcios para representação do seu estilo de vida, eternizar momentos de referência histórica ou homenagear figuras de destaque em uma determinada época). Um hábito semelhante em outras partes do mundo com as ja conhecidas figuras rupestres.

O Graffiti como conhecemos hoje, ganhou forma nas décadas de 60 e 70 nos Estados Unidos de América, quando jovens socialmente marginalizados passaram a usar as latas de spray para demarcação territorial  em muras e trens, fazendo com isso chegar o seu nome em varias zonas e tornando-se assim conhecidos quer pelo seu senso de liberdade como pela beleza que os desenhos das suas letras foram ganhando com o tempo, com a inclusão de contornos e Caracteres.

Diferente da ideia que se propaga ainda em muitos meios sociais, o Graffiti nada tem haver com vandalismo mas trata-se de uma foram revolucionaria de artes plásticas, onde as telas são espaços os públicos. O graffiti faz com com as letras o mesmo que o Emeceein fez com as palavras, o Breakin fez com os passos de dança e movimentos acrobáticos e o Deejayin fez com as musicas, transformar o convencional para adequa-lo a realidade social mantendo o espírito artístico dentro dele.

Conforme referenciado acima, existem vários estilos de Graffiti e diferenciam-se de acordo o formato das letras ou acessórios usados:

O Wild Style tem traços rectos e as combinações são mais mais difíceis de interpretar. O Bubble style tem os contornos mais arredondados e as uniões sobrepostas, o Delphin Style é caracterizado pela inserção de imagem de animais entre as letras, o 3D Style diferencia-se dos demais por criar uma ilusião optica, criando a impressão de que este sai da superfice em que foi feito.

A medida que o tempo vai passando, outros estilos são desenvolvidos e posteriomente categorizados em função das suas características.  Hoje, existe uma corrente de Writers focados na responsabilidade humana com o meio ambiente e aproveita situações naturais para criar cenários, associando árvores. águas e outros activos naturais em degradação  e os combina com Characters (imagens), chamando assim atenção para as outras pessoas sobre o impacto destes na degradação do meio ambiente.

Em Angola o Graffiti Art como um elemento da Kultura Hip Hop, ganhou espaço na primeira metade da década de 90 que apesar de poucos recursos eram feitas adaptações para substituir a tradicional lata de spray. Entre os vários Graffitis que se destacaram logo no principio, podemos citar o Louis Amstrong graffitado em um prédio na Maianga, o Graffiti do Prédio da Angola Telecom, o SAM by Baw Crew no Maculusso, e o Graffiti do Prolema Sul na cabine eléctrica do Rocha Pinto. No mesmo período, terão havido outros Graffitis feitos no interior dos Bairros em Luanda e em outras províncias, no entanto os citados ganharam certo destaque por estarem localizados em pontos de fácil visibilidade e/ou pontos de encontro entre o pessoal do Movimento Hip Hop.

Hoje, já existe um número grande de Crews de Graffitis espalhados por Angola mas que no entanto ainda não é o número desejado. A crise financeira afectou muito a produção de obras nos últimos anos, considerando que o preço do material ficou muito caro. Actualmente, eventos como Ngola Graffiti Invencible (Encontro anual de Writers organizado pela Universidade Hip Hop), ou os Murais da Leba (Projecto do maior mural de Graffiti de África, focado em pintar toda a serpente da Serra da Leba), garantem que diferentes crews se juntem para troca de experiências, focados em uma obra conjunta.

Com as dificuldades existentes para aquisição de material, alguns Writers como o LunduArte e o ArtMore ou a Verkon, têm adaptado as técnicas de aerográfos ou pinturas a pincel para dar resposta as suas necessidades de manter viva a arte de street painting. No entanto, crews como a MUG CREW. BAW CREW, os 300 CREW e os IMORTAIS que através de membros  (Spent, Jafeth, Vars, Zbi, Crazy, Adams, AndiGraff e outros), continuam a usar a principal ferramenta (Latas de Spray), combinando em alguns momentos os recursos com aerógrafos conseguem manter activa a arte de Graffiti em Angola que aos poucos vai quebrando as barreiras do preconceito, sendo considerado e chamado em alguns casos a participar da decoração artística da cidade de Luanda em túneis e viadutos ou até em Avenidas para colorir o cimento do betão deixado pelas mais recentes obras da reestruturação urbana.

 

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