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Dia 21 de Maio

O 2.° dia foi reservado para as performances dos 4 elementos Núcleo da Kultura Hip Hop (Deejayin, Graffiti Art, Break Dance e Emeceein).

O evento arrancou pontualmente as 8h00, altura em que os Graffwriters estavam a idealizar e estruturar a interacao para o Ngola Graffiti INVENCIBLE Jam (Encontro de Writers), fizeram-se presente representantes da BAW Crew, dis 300 Crew e da Mug Crew para a pintura mas tambem compareceram ao local membros de outros Crews como a Imortal Crew e Writers Freelancers como o ArtMore… As 9h00 os Deejays (Nkkappa e Mamem) ja tinham as condicoes criadas para recever o pessoal no auditorio da Mediateca de Luanda (Arsenal Montado), e foram dando as boas vindas ao pessoal mais pontual com os 2 Deejayis a tocarem em simultâneo (2 pares de turntable). Contagiados pelo ritmo, 3 Mc’s com sangue de gladiadores começaram por aquecer os Microfones (Fly Squad, Dikliaba e outros Emecees) que no improviso foram dando as boas vindas ao pessoal, gerando ao longo do Freestyle um bom momento de batalha entre deles.

A seguir a sessão de Freestyles que teve por volta de 30 mim os Deejays deram sequência desta vez já com o Deejay Ritchelly completando assim uma sessão de 3 Deejays com uma sincronia admirável onde cada um era responsável por misturar uma música lançada pelo outro, um era responsável pelo Scracth e Cuts enquanto o som batia, durante algum tempo foram exibidas algumas técnicas de turtumblismo com realce para o Back-to-Back (Técnica que caracteriza a extensão  do Break Break e consequentemente o nascimento da música Rap e dos B-Boys).

40 minutos depois foi a vez de serem chamados os Dancers (B-Boys,  Poppers, Lockers e Krumpers) para a primeira sessão de Break Dance, onde foram representados 4 estilos de Dança associados ao Hip Hop, por Dancers que têm participado das Cyphers e concursos  realizados nos últimos tempos (Biló Baila, Luanda Break Beatriz Session, Dance Machine Battle e Breakin Confronto de Rua).

Nesta altura, na parte externa do Auditório  (Jardim da Mediateca), os Writers já haviam repartido por 4 os 80 metros quadrados (Painel do Ngola Graffiti  INVENCIBLE Jam) e resolveram aplicar duas técnicas de Graffiti referenciadas na Oficina de Graffiti que aconteceu no dia 20 (Wild Style e Character).
No interior do Auditório terminada a primeira Cypher de Break Dance foi então anunciado o 1.° Bloco de Emecees, caracterizado pela diversidade regional onde tivemos a representarem Mc’s provenientes de diferentes pontos do País, dos mais conhecidos aos poucos conhecidos mas todos com excelente performances (ao nível exigido para o Festival) com conteúdos diversificados, beats variados, flow alternado, tudo a muito bom nível.
Mesmo ao estilo de um Festival, assim que encerrou o primeiro Bloco  de Emecees os Deejays voltaram a entrar em acção com o mesmo formato (3 Deejays, 3 Misturas 3 Hosting e diferentes técnicas de Turntumblismo) neste bloco importo realçar a interação entre os Deejays e a plateia que conhecia as várias músicas que foram passadas (desde Dr.° Dre, Mck, Phay Grande o Poeta, Krs One, uma Homenagem ao Dabulls e várias outras músicas que enquadrava perfeitamente ao estado de espírito que se partilhava na Sala.

Ao terminar o bloco de Deejays, surgiu um elemento não previsto (BeatBoxin) com o B-Dog que mostrou na sala que ainda se tem praticado a produção de instrumentais com a caixa, aplaudido por todos misturando na caixa, Beats, scratchs, e Cuts com o nome da Universidade Hip Hop.

A sua saída, deu lugar a mais um Bloco de Break Dance, desta vez caracterizada pela diversidade no género pois vimos representar a Neidy  (Popper) e a Vanda (B-Girl) que sem qualquer desprimor representaram muito bem cada uma o seu estilo, acompanhadas pelos outros Dançarinos que obedecendo as regras comuns de uma Cypher, entraram apresentavam-se e representavam.
Ao último Bloco de Emecees, é obrigatório destacar a diversidade demográfica (idade e género), pois tivemos a representação histórica do Loro G (Um rapaz de 10 anos) que rapou por cima do Beat do Xzbit a música de sua autoria “Eu estarei aqui” com a segurança de um Mc em ascensão. Por outro lado tivemos a representação de Mondlane (com mais de 40 anos de idade e que faz parte da segunda geração dos agentes da Kultura Hip Hop em Angola), passaram igualmente pelo palco as senhoras do projecto Rapvolução que apresentaram em estreia a música Remix do “Eu amo o Rap”.
Com uma miscelânea de gerações, e características, os Mcs encerraram as performances no interior do auditório.
Em sequência, realizaram-se na parte externa (Pátio da mediateca)  Cypher de Break Dance e de Freestyles com participação inclusiva.

Os Writers terminaram uma autêntica obra de arte de 80 metros quadrados onde estavam representados o Dj Kool Herc (Pai da Kultura Hip Hop), a marca de um King (Spent) e a mistura entre o Character e o Wild Style dos prejuízos do cigarro.

Desta forma foi dado por encerrado o Festival de Hip Hop Nacional.
A Universidade Hip Hop agradece a todos que participaram quer representando algum elemento, comparecendo ao acompanhando via redes sociais.
Relembrando que a responsabilidade da Manutenção do Hip Hop Nacional é conjunta.
(Todos juntos somos mais fortes)

Universidade Hip Hop… Conhecimento é Poder!

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